O desafio das seitas
“No fiel cumprimento de sua vocação batismal, o discípulo deve levar em consideração os desafios que o mundo de hoje apresenta á Igreja de Jesus, entre outros: o êxodo de fiéis para seitas e outros grupos religiosos” (DA nº 165).
Um dos maiores desafios para evangelização da santíssima fé cristã católica é o pluralismo religioso.
A nossa era é marcada tremendamente por mentes alienadas, manipuladas pelo universo das religiões, denominações, seitas e heresias.
Muita gente fica perturbada com tantas doutrinas religiosas: esotéricas, teologia da prosperidade, auto-ajuda, movimento gospel, igreja em células, moda apostólica com seu G12, cismas e heresias pentecostais.
Tudo isso é obra do diabo para confundir o ser humano de encontrar a verdade cristalina. No entanto, esse desafio é para nós uma chamada, uma convocação ao anúncio das verdades católicas num mundo mergulhado no engano de falsas doutrinas religiosas.
Os desafios existem para serem vencidos e vencidos com a Boa Nova de Jesus Cristo.
Muita gente carece de ouvir a verdade que tem poder de libertar suas almas cansadas das doutrinas erradas, pregadas por líderes religiosos mercenários, que só querem dinheiro, poder e luxúria.
Esses falsos pregadores de hoje, são piores do que Judas Iscariotes e Demas do passado (2 Tm 4,10).
Esses pregadores são os capitalistas da fé, idolatram o dinheiro, egocêntricos e ditadores.
“Chamados a tecer laços de fraternidade, enquanto filhos de um mesmo Pai, vemos a mentalidade individualista alastrou-se também no campo religioso. O indivíduo, sempre mais, escolhe a sua religião num contexto pluralista. Mesmo aderindo a uma tradição ou a uma instituição religiosa, tende a escolher crenças, ritos e normas que lhe agradam subjetivamente ou se refugia numa adesão parcial, com fraco sentido de presença institucional. Ou, ainda, procura construir, numa espécie de mosaico - sua religião pessoal com fragmentos de doutrinas e práticas de várias religiões.
Finalmente, aumenta o número dos que recusam a adesão a qualquer instituição religiosa e considera suas convicções uma “religião invisível”, com pouca ou nenhuma prática exterior. Cresce também a atração por práticas esotéricas, baseadas em falsas doutrinas, afetando a fé cristã” (Documentos da CNBB n.87) (4).
CONCLUSÃO
Duas poderosas atividades transformadoras na vida individual, eclesial e social: a oração e a evangelização. Nada nos proibi e nada nos custa de orar e evangelizar as pessoas.
Toda mudança, avivamento e renovação particular e comunitária passa pela luz da oração e da pregação evangélica.
De todos os investimentos no Reino de Deus, o melhor e o mais importante são a súplica e o anúncio da Boa Nova do Redentor.
Temos liberdade e não há impostos sobre a oração e a evangelização e o preço já foram pago na dolorosa Cruz do Calvário.
Tenhamos consciência dessa tão grande riqueza e vamos realizar a nossa mais nobre e importante missão: evangelizar no amor do Cordeiro Imaculado de Deus.
por Pe. Inácio José do Vale, Professor de História da Igreja - Faculdade de Teologia de Volta Redonda
Católicos na Rede