Colocamos aqui alguns acontecimentos presentes sobres profecias Bíblicas que estão se cumprindo diante de um mundo cada vez mais caótico com todos os acontecimentos como as Guerras, terremotos, erupções vulcanicas, furacões, enchentes, derretimento dos pólos, crescimento das áreas de deserto, contaminação das águas, aumento da temperatura e maior incidência de doenças infecciosas são fenômenos agravados pela ação do homem e já prescritas nas Escrituras.
O mundo corre perigo, está mais quente, árido e sensivelmente ameaçado por fenômenos climáticos e atmosféricos, como ciclones e tempestades tropicais. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (sigla em inglês, WMO), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), o ano de 2002 foi o segundo mais quente desde 1860.
Os 12 meses do ano passado provaram que o globo terrestre está com um acelerado padrão de aquecimento global, relacionado principalmente à emissão de gases na atmosfera. "O aquecimento global é um dos fenômenos que mais merece atenção neste início de século-milênio. O índice de aumento registrado na última década não tem precedentes nos últimos mil anos", diz o diretor da campanha de energia do Greenpeace, Sérgio Dialetachi.
Num outro levantamento, do Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas, a temperatura média global subiu 0,6°C no século 20, e pode elevar-se em mais 1°C até 2030. Em 2090, a projeção indica aumento de até 4°C, caso medidas de prevenção não sejam tomadas.
De acordo com a WMO, o que prova a intensificação do fenômeno de aquecimento global é o fato de que todos os 10 anos mais quentes da história moderna - as medições só começaram a partir de 1860 - foram registrados desde 1987, sendo nove desde 1990. Os dados estão presentes no relatório sobre as condições do clima global em 2002, compilado com base em observações feitas em novembro a partir de uma rede de estações terrestres, navios e bóias.
O anúncio, feito no início do ano em Genebra (sede da agência) colocou em alerta todas as organizações não-governamentais e institutos oficiais que trabalham com o clima no mundo. Embora não seja motivo para um alarme geral, já existe consenso de que as temperaturas da superfície global subiram seis décimos de grau Celsius desde 1900.
Ao fazer o anúncio, o diretor do programa de clima global da WMO, Kenneth Davidson, lembrou que o levantamento econômico mais preciso sobre os possíveis prejuízos causados pelo aquecimento é da década de 90. Nos anos de 1997-98, o mundo arcou com um prejuízo de US$ 34 bilhões de dólares. A agricultura e o turismo são as áreas mais afetadas e, segundo a agência, as causas estão geralmente associadas à emissão de dióxido de carbono (CO2) e outros gases que provocam o efeito-estufa.
O mundo ainda se preocupa com suas perdas monetárias e andão as cegas a margem do abismo que satanás trama contra elas.
Aquecimento global, pesquisas realizadas pela Nasa mostram que a temperatura média do planeta já subiu 0,18oC desde o início do século. Nos anos 80, fotos tiradas pelo satélite meteorológico Nimbus em um período de 15 anos registram a diminuição do perímetro de gelo em volta dos pólos. Supondo o efeito estufa em ação, os cientistas projetam um cenário de dilúvio: o aquecimento do ar aumenta a evaporação da água do mar, cria um maior volume de nuvens, faz crescer o nível de chuvas e altera o regime dos ventos. Haveria chuvas intensas em áreas hoje desérticas, como o norte da África e o nordeste do Brasil, e faltaria água em regiões férteis, como o meio-oeste dos EUA. O degelo das calotas polares elevaria o nível do mar, inundando ilhas e áreas costeiras. Holanda, Bangladesh, Miami, Rio de Janeiro e parte de Nova York, por exemplo, sumiriam do mapa.
Podemos acrescentar aqui as possíveis doenças que podem surgir com o degelo dos polos, pois não sabemos que tipo de novas bactérias podem surgir que estavam congeladas a séculos e que podem chegar ao homem por alimentos marinhos.
Seca
Um dos efeitos do aquecimento global da Terra poderá ser a seca em determinadas regiões . Quando a temperatura aumentar, a água irá se aquecer rapidamente. Em alguns lugares, onde não chove muito normalmente, a vida vegetal acaba por depender de lagos e rios para sobreviver. E quando a temperatura aumentar, a água nesta área irá evaporar e a seca irá acontecer. A vida vegetal começará a morrer e conseqüentemente irá existir poucas plantas para retirar o dióxido de carbono do ar. Isto poderá fazer com que várias colheitas sejam destruídas e a fome ou a sede comecem a atacar as pessoas mais carentes. E não pára por aí, poderá também fazer com que o efeito estufa se agrave mais ainda.
Contaminação das Águas
A água é um recurso natural que está se escasseando a cada dia, não só na forma de àguas subterrâneas, devido a poluições, desmatamentos, mas principalmente sob a forma de água potável. A água potável, própria para o consumo humano, está a cada dia mais difícil de se encontrar.
As bacias hidrográficas provenientes de rios, lagos e oceanos, estão a cada dia sendo poluídas pela ação de lixo doméstico, lixo tóxico de indústrias por exemplo, derramamento de óleo proveniente de navios através de vazamentos, metais pesados e produtos químicos que chegam aos corpos d'água através da atmosfera e do solo.
A água é um meio através do qual abriga várias formas de vida, desde microorganismos pequenos(animais e vegetais), até plantas, peixes e pássaros. dependemos da água para a manutenção da vida, visto que, sem este recurso, não sobrevivemos, podemos até ficar um mês sem alimento, mas sem água não vivemos mais que uma semana. No cérebro de um adulto humano pode conter cerca de 78% de água, já as células ósseas contêm cerca de 40% de água.
Um ser humano adulto apresenta aproximadamente 65% de água em seu organismo.
A água é importante para o corpo humano, para a preparação de alimentos, higiene pessoal, para beber, lavar roupas,limpar e lavar ambientes,regar plantas, indústria farmacêutica, para a natureza, para as plantas sintetizarem seu alimento pela fotossíntese, etc.
Quanto `a disponibilidade de água para beber, há apenas uma porcentagem inferior a 1% enquanto 97% é água salgada e cerca de 3% água doce(a maioria em geleiras). Assim, percebemos que este recurso ainda não é bem aproveitado para o uso humano e o homem continua a degradar o nosso meio ambiente e os nossos recursos hídricos que são uma benção de Deus para nós.
Atmosfera
O Dióxido de Carbono é produzido naturalmente através de respiração, pela decomposição plantas e animais e pelas queimadas naturais em florestas. Fontes antropogênicas ou produzidas pelo Homem de dióxido de carbono são: queima de combustíveis fósseis, mudanças na vegetação (como o desflorestamento), queima de biomassa e a fabricação de cimento. Estas fontes antropogênicas tem contribuído totalmente para o aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera. O principal processo de renovação do dióxido de carbono é a absorção pelos oceanos e pela vegetação, especialmente as florestas.
Concentração Atmosférica
Amostras de gelo revelaram que no período anterior à Revolução Industrial, a concentração atmosférica global de dióxido de carbono era de 280 ppmv (partes por milhão por volume). Em 1958 medições diretas da concentração de dióxido de carbono começaram a ser feitas em Mauna Loa no Havaí. Desde então tais concentrações aumentaram de 315 ppmv para355 ppmv em 1992. Esta concentração obtida em 1992 foi mais alta do que qualquer outra nos últimos 160.000 anos.
Redução
Para estabilizar as concentrações que estão presentes nos dias de hoje, seria necessário uma redução de 60% na emissão global de dióxido de carbono. Para resolver este problema foi criada a FCCC (Framework Convention on Climate Change) na ECO 92, realizada na cidade do Rio de Janeiro. Esta instituição propôs um programa nacional para reduzir a quantidade de dióxido de carbono produzido nos anos 90, e também desenvolveu métodos de proteção à fontes de renovação de dióxido de carbono, como as florestas.
Ozônio
O ozônio estratosférico é o componente chave na absorção da radiação ultravioleta, protegendo a vida contra os efeitos nocivos desta radiação. O ozônio é criado e destruído a partir de uma série de reações complexas que envolvem a luz. Ele é também um gás de efeito estufa, por absorver a radiação infravermelha que é liberada pela Terra. O ozônio troposférico pode ser obtido atracés do deslocamento do ozônio estratosférico em quantidades limitadas, mas ele é principalmente produzido por reações fotoquímicas complexas associadas a emissão de gases pelo Homem, freqüentemente em cima de grandes cidades. Esses gases podem ser o monóxido de carbono, metano e o óxido nitroso. Estes são só alguns exemplos do catalisma em que o mundo de hoje está videndo, não dá para dizer que tudo está normal e que sempre foi assim, é óbvia a situação que vivemos só quem nos achá fanáticos não percebe todas estas coisas!
Talves por ignorância dos Evangelhos, ou do proprio intelecto que não admite que a criação é algo Divino e superior a razão ou QI do homem moderno.
Doenças Infecciosas
Algumas ONG's forneceram um relatório suficiente para demonstrar o grau de preocupação da mais importante entidade de saúde no mundo em relação ao surgimento de novas doenças. Os médicos, biólogos e cientistas estão absolutamente perplexos com esse acontecimento, sem chegarem a uma conclusão consistente das causas e muito menos ainda sobre o que fazer para defender a humanidade nessa guerra biológica. A seguir, alguns trechos representativos do relatório:
A nova estratégia para a saúde prevê um novo programa de acção global que substituirá os oito programas existentes no domínio da saúde. No entanto é necessário obter a prorroga dos seis programas que correm o risco de expirar antes da implementação do novo programa, de forma a assegurar a continuidade destes, nestes domínios importantes. Os seis programas em questão dizem respeito à promoção da saúde , ao cancro , à sida (HIV) e certas doenças transmissíveis , à toxicodependência , à vigilância da saúde e às doenças relacionadas com a poluição.
Cada vez mais pessoas, proporcionalmente, ficam doentes a cada dia no mundo. Esse crescimento do número relativo de doentes e o encarecimento das modernas técnicas médicas fez aumentar em muito os gastos com despesas médicas, principalmente nos países desenvolvidos, e mais particularmente nos Estados Unidos da América. Lá, para um crescimento da população de 3,5 vezes entre 1960 e 2003, os gastos com saúde subiram 45,4 vezes. Apesar disso, as pessoas não estão mais saudáveis. Pelo contrário. Adoece-se hoje em dia pelas causas mais variadas e imprevistas.
Foi publicado um trabalho que fazia previsões sobre os progressos médicos que ocorreriam nas próximas décadas. O autor imaginava que em 2050 a humanidade teria alcançado a imortalidade (do corpo físico, bem entendido). Idéias assim tão absurdas e ridículas mostram a que ponto chega a imaginação de um cérebro materialista. Não deveriam sequer ser mencionadas, mas, infelizmente, são levadas a sério por um número não pequeno de cientistas e pessoas comuns. Quanto mais afastada das Leis naturais, mais tola e presunçosa se mostra a atuação dos seres humanos na Criação.
Este é o retrato do ser humano hodierno, afastado do seu Criador.
A humanidade está mais doente a cada dia. Moléstias antigas ressurgem com uma ferocidade jamais vista, enquanto que novas doenças, cada vez mais terríveis, eclodem todos os anos sem contar com a guerra Biologica terrorista que pode estár ocorrendo por baixo camuflada pelos governos.
Nos próximos anos tornar-se-á cada vez mais nítida a incapacidade da ciência de fornecer diagnósticos precisos e indicar os procedimentos adequados frente aos múltiplos efeitos do Juízo Final na Terra
Alimentação modificada
Trangênicos e segurança alimentar: o que está em jogo?
Podemos distinguir quatro campos de políticas envolvidos no conceito de segurança alimentar: a) a garantia da produção e da oferta agrícola; b) a garantia do direito de acesso aos alimentos; c) a garantia de qualidade sanitária e nutricional dos alimentos; e d) a garantia de conservação e controle da base genética do sistema agroalimentar.
Portanto, segurança alimentar significa garantir alimentos com os atributos adequados à saúde dos consumidores, implicando em alimentos de boa qualidade, livre de contaminações de natureza química, biológica ou física, ou de qualquer outra substância que possa acarretar problemas à saúde das populações. Sua importância cresce com o desenvolvimento de novos processos de industrialização de alimentos e das novas tendências de comportamento do consumidor. Atualmente, a polêmica vem se acirrando, pela entrada dos alimentos GMs no mercado de consumo global, e pela posição ativa das organizações de consumidores que exigem alimentos com atributos gastronômicos e nutricionais comprovadamente seguros. As decisões de compra de alimentos, tradicionalmente baseadas em aspectos como variedade, conveniência, e estabilidade de preço, cada vez mais envolvem aspectos como qualidade, nutrição, segurança e sustentabilidade ambiental. Neste contexto, nosso país assume caráter particularmente estratégico, pois ocupa o lugar de maior fornecedor de grãos de soja não transgênica no mercado internacional.
A organização do mercado mundial de alimentos reflete cada vez mais a opinião pública e a capacidade dos grupos da sociedade civil de influenciar as ações das grandes cadeias de supermercados. Há evidências de uma tendência de reorganização do mercado mundial de alimentos com a emergência do debate sobre organismos GM. A rejeição dos varejistas europeus à comercialização de alimentos GMs está criando uma "bifurcação" dos mercados, obrigando os processadores de alimentos a adaptarem seus produtos às condições regionais, e os grandes comercializadores de grãos a segregarem suas commodities. Em linhas gerais, há uma percepção oposta entre norte-americanos e europeus sobre a segurança dos produtos alimentares GM: enquanto os primeiros têm uma posição mais benevolente ou ao seu consumo; os segundos são mais cépticos e reticentes.
O debate envolve a comunidade internacional de cientistas. Os grupos falam de distintos pontos de vistas que refletem visões de mundo e concepções acerca do papel e do processo de desenvolvimento científico e tecnológico antagônicas. De um lado, pesquisadores relançam a ameaça da "armadilha malthusiana" do crescimento populacional vis a vis o crescimento da produção de alimentos, e retomam os argumentos da necessidade de modernização tecnológica da agricultura - previamente desenvolvidos pelos teóricos da Revolução Verde. Nesta perspectiva, a fome é conseqüência do gap entre a produção de alimentos e as taxas de crescimento da população humana. Os atuais patamares de crescimento da produtividade das sementes agrícolas seriam insuficientes frente ao desafio de alimentar a crescente população do Terceiro Mundo nos próximos 50 anos, de tal modo que se faz indispensável uma nova revolução tecnológica com a adoção em larga escala das técnicas de engenharia genética para o melhoramento de sementes como uma saída para a crise alimentar iminente.
De outro lado, numa perspectiva crítica à abordagem quantitativa, autores afirmam que não há relação entre a prevalência de fome em um determinado país e o tamanho de sua população, sendo esta gerada por processos políticos de distribuição de recursos entre países e indivíduos. A verdadeira causa da fome estaria na pobreza, na desigualdade e na falta de acesso a terra e aos alimentos, como mostra o "paradoxo da plenitude", observado na Revolução Verde, pelo qual a maior quantidade de alimentos é acompanhada pelo recrudescimento da fome. Ademais, destacam os riscos potenciais de danos ao meio ambiente e à saúde humana derivados da produção e consumo das novas sementes.
O que está em jogo é a disputa entre interesses econômicos e pontos de vistas opostos, que se confrontam inclusive no que se refere à adoção de princípios jurídicos para a tomada pública e governamental de decisões sobre a produção e consumo de alimentos transgênicos. Em geral, os atores favoráveis à liberação imediata fundamentam sua posição através dos princípios da equivalência substantiva e do benefício da dúvida, como no caso dos EUA e das empresas transnacionais detentoras da tecnologia, enquanto os atores contrários a esta liberação aderem ao princípio da precaução, como no caso dos governos, empresas alimentares, organizações civis e população, europeus.
A avaliação da segurança de um alimento GM é direcionada pelo estabelecimento de sua equivalência substancial. O objetivo é garantir que os alimentos geneticamente alterados sejam tão seguros quanto seus análogos convencionais. O alimento GM é comparado ao seu análogo convencional, com histórico de uso seguro, identificando-se similaridades e diferenças. Contudo, o importante a ser ressaltado é que "o fato de um alimento GM ser substancialmente equivalente ao análogo convencional não significa que o mesmo seja seguro, nem elimina a necessidade de se conduzir uma avaliação rigorosa para garantir a segurança do mesmo antes que sua comercialização seja permitida. Por outro lado, a não constatação da equivalência substantiva não significa que o alimento GM não seja seguro, mas que há a necessidade de se prover dados de maneira extensiva, que demonstrem sua segurança" (Nutti, M. R. e Watanabe, E.: 2002/125).
Ademais, os potenciais riscos da produção e consumo dos alimentos transgênicos apontados pelos pesquisadores vão muito além dos aspectos da segurança nutricional dos alimentos estrito senso: a) a tecnologia terminator, que permite a introdução de genes capazes de tornar estéreis uma segunda geração de sementes; b) a tecnologia traitor, que consiste em alterar geneticamente uma planta para que a expressão de determinadas proteínas esteja condicionada à aplicação de uma substância capaz de ativar ou desativar características específicas da planta; c) a eliminação de insetos e microorganismos do ecossistema, devido à exposição a substâncias tóxicas; d) a contaminação de culturas convencionais; a transferência horizontal de genes, ou seja, entre espécies que não se relacionam na natureza; e) a geração de superpragas - ervas daninhas e insetos resistentes a herbicidas e inseticidas; f) o aumento do uso de defensivos; a redução da produtividade das colheitas transgênicas em relação às convencionais; g) o surgimento de novas substâncias indesejáveis e não previstas; h) a oligopolização do mercado de sementes; o aumento do preço final do produto; e i)a elevação da dependência e a intensificação do processo de exclusão dos pequenos agricultores (Guerrante, R. S. e outros:2003).
Permanecemos, portanto, em situação de incerteza. Por isso, e contrariando a posição norteamericana, diversos países preferem aderir ao princípio da precaução no que se refere à liberação dos transgênicos no meio ambiente e ao consumo humano, pelo qual a ausência de certeza, levando-se em conta os conhecimentos científicos e técnicos do momento, não deve retardar a adoção de medidas de efetivas e proporcionais visando prevenir o risco de danos graves e irreversíveis ao meio ambiente. O princípio da precaução visa a durabilidade da qualidade de vida das gerações, presentes e futuras, e a conservação da natureza planetária, e não pretende imobilizar as atividades humanas. Nesta perspectiva, as atuações com efeitos imediatos ou a prazo no meio ambiente devem ser antecipadamente consideradas, priorizando-se o posicionamento preventivo. Não é preciso que se tenha prova científica absoluta de que ocorrerá dano ambiental, bastando o risco de que o dano seja irreversível ou grave para que não se adiem as medidas efetivas de proteção ao ambiente. Existindo dúvida sobre a possibilidade futura de dano ao homem e ao ambiente, a solução deve ser favorável ao ambiente e não ao lucro imediato, por menos atraente que pareça esta atitude preventiva para as gerações presentes.
Diversos documentos internacionais, tais como a Declaração do Rio, a Convenção da Diversidade Biológica e o protocolo de Cartágena sobre Biossegurança da Convenção de Diversidade Biológica, acatam o princípio da precaução. Suas regras prevêem orientações a serem incorporadas nos sistemas normativos internos e internacionais.
O princípio da precaução é acatado na Constituição Federal e na legislação ambiental brasileira. O artigo 225, inciso IV, da Constituição Federal exige, na forma da lei, estudo prévio de impacto ambiental, para instalação de qualquer obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, incluindo-se nesse rol a liberação de organismo GM. Ademais, a Lei n. 6.938/81 e a Resolução n. 237, de 19/12/97, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), exigem a licença ambiental em casos de introdução de espécies geneticamente modificadas. O princípio da precaução se aplica à introdução de organismos GM no país através da Lei 8.974/95, de biossegurança, que estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização no uso de técnicas de engenharia genética, buscando evitar e prevenir os efeitos não desejados que potencialmente podem ser produzidos pelas espécies geneticamente alteradas e aplicar o princípio da precaução igualmente a organismos, substâncias e produtos resultantes.
Por isso, e contrariando poderosos interesses econômicos, o plantio e comercialização de alimentos transgênicos estão proibidos em território nacional desde junho de 1999, em virtude de sentença judicial emitida em resposta à ação promovida pelo Idec e Greenpeace Brasil em conjunto com o Ministério Público. Contudo, o governo federal publicou recentemente (27/03/03) a Medida Provisória n. 113 que autoriza a comercialização para consumo humano e animal da safra de soja do Rio Grande do Sul contaminada por transgênicos, exigindo-se em contrapartida a rotulagem da matéria-prima e seus derivados no caso dos produtos alimentares a serem consumidos no mercado interno.
A Medida Provisória está sendo interpretada por juristas e organizações sociais como um incentivo à desobediência ao Estado de Direito, e aguarda-se a entrada de ação na justiça contrária à mesma a ser promovida contra a liberação. A liberação da produção e consumo de transgênicos em nosso país teria efeitos graves muito além de nossas fronteiras, pois praticamente extinguiria as fontes de matéria-prima não transgênicas no mercado internacional, afrontando o direito de escolha e a segurança alimentar da população global.
Alerta Mundial: Sem controle, peixes desaparecerão em 50 anos
Um equipe internacional de cientistas anunciou ontem que se mantidos os atuais níveis de pesca predatória, até o ano de 2048 não haverá mais peixes nos oceanos.
O colapso está sendo anunciado hoje na revista científica norte-americana Science. De acordo com Boris Worm, principal cientista do projeto e ligado à Universidade de Dalhousie, no Canadá, os resultados das pesquisas mostram que ao perder espécies, perde-se também a produtividade e establidade de todos os ecossistemas envolvidos. "Fiquei chocado e perturbado ao ver a consistência dessas tendências, muito além do que suspeitávamos", declarou Worm. Embora o foco principal do estudo seja o oceano, outros ecologistas que realizam pesquisas paralelas também manifestaram as mesmas preocupações com as espécies de água doce. Worm e uma equipe internacional, formada por cientistas, economistas e oceanógrafos, passou quatro anos estudando 32 experimentos, além de outros estudos realizados em 48 áreas de proteção marítima.
Os pesquisadores também usaram dados mundiais do rendimento da pesca processados pela FAO, Organização de Alimentação e Agricultura, da ONU, entre 1950 e 2003. A equipe de Worm também analisou uma linha do tempo de 1.000 anos de 12 áreas costeiras, valendo-se de dados históricos, arqueológicos e geológicos. "Atualmente, 29% das espécies de peixes e frutos do mar já entraram em colapso. Ou seja, a pesca caiu mais de 90%. É uma tendência clara, e está acelerando", confirma Worm. "Se a tendência de longo prazo se mantiver, eu ainda estarei vivo quando todas as espécies de peixe e fruto do mar entrarem em colapso, em 2048". Os dados históricos da pesca praticada nas áreas da costa da América do Norte, Europa e Austrália também mostram uma queda não só na quantidade de peixes, como também de outros tipos de organismos marinhos.
Reversão
No entanto, os pesquisadores acreditam que é possível reverter a previsão. Para isso é necessário que sejam ampliadas as áreas de proteção marítimas, além de gerenciamento mais eficiente para evitar a pesca excessiva e um controle extremamente rígido da poluição. Ao analisar áreas onde a pesca foi banida ou severamente restrita, os observadores concluíram que a proteção pode recuperar a biodiversidade naquela área e restaurar as populações de peixes. "Nós exploramos os oceanos esperando e acreditando que haverá sempre uma nova espécie a ser explorada depois que acabarmos completamente com a última. O que estamos ressaltando aqui é que a quantidade de peixes nos mares é finita. Nós já esgotamos um terço, e se nada for feito, vamos esgotar o resto".
Alerta
Worm cita o caso da região de Grand Banks, no leste canadense, onde os estoques de bacalhau já se esgotaram. "Quando você tem consenso científico e nada acontece, é um exemplo triste. O que aconteceu no Canadá deveria ser um aviso porque já entrou em colapso e não tem volta".
Steve Palumbi, da Universidade de Stanford, EUA, colega de Worm no projeto, também dá o seu alerta: "se não mudarmos radicalmente a forma como administramos o conjunto das espécies marítimas, este século será o último século com frutos do mar na natureza".