Lei de Deus ou lei dos Homens?
Mandamentos de Misericórdia - São Paulo escreve na sua epístola aos romanos:
O homem não foi feito para a lei, mas a lei foi feita para o homem.
Quando Deus publicou os seus 10 mandamentos não quis criar um duro jugo para escravisar o homem.
Ao contrário, Deus deu os mandamentos para que o homem pudesse viver em harmonia e liberdade.
A lei tem o sentido de fazer com que o homem seja mais homem.
Quando Deus dá ao homem os mandamentos, Ele lhe quer possibilitar uma vida humana, digna e honrada: derramai sobre vós o meu espírito, fazendo que obedeçais `as minhas leis e sigais os meus preceitos.
E minha lei será vossa alegria e delícia (Ez 36,24).
O que seria da humanidade sem as leis?
Seria um caos!
Crescimento e convivência harmoniosos, ordem e liberdade só são possíveis mediante a lei que mostra o caminho.
Deus escreveu a sua lei no coração de cada homem.
Todos têm capacidades de conhecer o "bem e o mal".
Essa capacidade nós a chamamos de conciência.
A consciência é o centro mais secreto, é o santuario do homem, no qual se encontra a sós com Deus, cuja voz se faz ouvir na intimidade do seu ser.
Como conferimos as nossas horas com o tempo solar, o homem deve conferir a sua conciência com a vontade de Deus.
Quem não conhece os ensinamentos da fé e da moral cristã, quem raras vezes ouve a pregação da Igreja, quem não lê um livro religioso para sua instrução, muito pouco pode confiar na voz de sua conciência, porque não é consciência formada.
Deus quer nossa felicidade plena, e uma felicidade plena só a encontramos no amor de um Bem Supremo.
Não existe neste mundo um bem, cujo amor nos poderia causar felicidade do que ao próprio Deus.
Dai Ele nos manda amá-lo.
Amar a Deus é também questão de gratidão.
O nosso amor embora fraco e pequeno é uma resposta ao seu amor infinito com que Ele nos ama desde toda a eternidade.
Amar o proximo como a si mesmo.
Deste mandamento da caridade ao próximo, Cristo fez o seu mandamento e lhe deu um novo significado.
A caridade cristã se estende a todos, sem distinção de raça de condição social .
Ela não espera vantagem alguma nem gratidão.
Pois foi com amor gratuito que Deus nos amou.
O verdadeiro amor fraterno não se satisfaz com palavras, ele pratica, age, realiza obras.
Por isso, caridade exige de nós sacrificio, renúncia de si mesmo, forças e sobretudo o nosso coração.
Lembramos aqui as obras de misericórdia corporais e espirituais, que são um resumo da caridade que um cristão deve praticar.
Segundo estas obras praticadas ou não praticadas ele será julgado no dia do juizo.