Vida após a vida
A Igreja católica sempre sustentou, baseada em sua fé, que o cristão é chamado a uma vida eterna. Após a vida corporal, a alma poderá ser perdida na morte ou salva na vida eterna. As opções adotadas durante a vida terrestre determinarão o caminho a ser seguido na eternidade.
A parábola do rico que busca afogar sua vida nas riquezas do mundo corporal demonstra tal situação:
"E direi à minha alma tu tens uma quantidade de bens em reservapara muitos anos, repousa, come, bebe, regala-te". Mas, em contrapartida, Deus lhe diz: " Insensato, nessa mesma noite ser-te-á reclamada a tua alma. E as coisas que acumulaste, de quem serão? Assim acontece àqueles que ajunta tesouros para si mesmo e não é rico para Deus".
" No mento dessa nossa morte, é como se passasse um filme de toda a nossa vida, mostrando todas as coisas boas e ruins que fizemos".
Explica Padre Marcelo.
"Não é um acerto de contas, mas nossa resposta ao apelo salvador de Deus. Ele é todo misericórdia e espera nossa resposta generosa. Nele há uma realidade permanente, em que se consolida nossa eperança e se manifa esta o seu Poder capaz de triunfar do mal, da doença e mesmo da morte. Temos aí, no ministério de Jesus, os milagres, particularmente, os de ressurreição", complementa Dom Fernando.
Todos esses fatos mostram a vitória de Deus sobre a morte e, portanto, se há um duelo entre a vida e a morte, entre Deus e o demônio, entre o Reino dos céus e o inferno, a vitória é de Cristo e ela se realizará naquele que for fiel à mensagem de Jesus.
Purgatório
A morte marca o desfecho final, mergulha-se na bem-aventurança do céu ou na angústia e sofrimento do Sheol.
E para os que não morrem em pecado grave, mas devem se purificar para estar em comunhão com Deus, existe o purgatório. Ele é um estado de vida no qual se é purificado de toda mancha, e assim se possa refletir sempre de modo mais perfeito a bondade e o amor de Deus.
Não se pode esquecer, porém, as palavras de Jesus ao bom ladrão no madeiro da Cruz: "Ainda hoje estarás comigo no Paráiso".
É a força da esperança que anima toda pessoa para que junto de Jesus ela possa dizer: "Pai, em vossas mãos entrego o meu espírito". É nesta paz da comunhão com Deus que o Juízo Final é aguardado e todas as coisas serão revelads para que, definitivamente, cada um de nós ressuscite em Cristo.
Será a restauração final do corpo e se instalará um novo céu e uma nova terra".
Um estudo sobre a morte
O americano Raymond Moody Jr. realizou uma pesquisa com pessoas que se encontravam à vida. Doutor em filosofia, ele começou a se interessar pelo assunto quando ainda era estudante em 1965, época em que ficou sabendo do caso de um professor de psiquiatria clínica da faculdade de medicina da Universidade de Virginia, que tinha estado "morto" e voltado à vida por duas vezes. ele relata o que lhe aconteceu quando "morto".
Despertado o interesse, o Dr. Raymond, anos mais tarde, já doutor em Filosofia, começou a observar que esses casos eram mais comuns do que imaginava.
Passou então a realizar um estudo informal sobre esses relatos e descobriu, entre eles, muitos pontos em comum. Começou então a mencionar seus estudos durante o curso de medicina e à medida que ficou mais conhecido pelo seu interesse no assunto, médicos começaram a lhe enviar pessoas que eles tinham feito voltar à vida e que relatavam experiências pouco usuais.
A experiência do Dr. Moody é relatada no livro " Vida depois da Vida". Nesse relato, ele diz que conhece - até o momento da finalização do livro - cerca de 150 casos. Muitos podem achar que a vida após a morte é apenas uma questão de crença, mas as pessoas que passaram pelos estudos do Dr. Raymond não pertenciam à mesma religião, alguns se diziam ateus, sem crença alguma até terem esta experiência.
Apesar de não existirem dois depoimentos iguais, eles apresentam pontos em comum: "A semelhança entre os fatos é tão grande que se pode facilmente separar cerca de quinze elemetos que reaparecem repetidamente na massa de narrativas que coletei" (pág.27).
Num primeiro momento, quando essas pessoas sentiam estar morrendo, elas percebiam um ruído, um zumbido alto ou toques de campainhas. Em seguida se percebiam fora de seu corpo físico - a uma certa distância dele - seja no hospital, ao lado dos médicos tentando ressuscitá-lo, seja num acidente de carro, com dezenas de curiosos ao redor. Apesar de uma certa angústia, de vido ao estranhamento do fato, não houve nenhum depoimento que afirmasse ter sentido medo ao se descobrir fora do próprio corpo. Uma nova dimensão é também notada. Percebem uma forma diferente, em que tudo vai além das noções terrenas.
Num terceiro momento, muitos desses depoentes se descobrem em algo que pode ser denominado um túnel. Muitos deles sentem uma certa dificuldade em encontrar as plavras certas para uma experiência muitas inerrável. Ao chegarem ao fim do túnel, notam uma luz muito forte, mas que não ofusca.
Esta luz aponta para a eternidade e, sem dúvida, traz paz e serenidade. "Mas é preciso, diz Padre Marcelo, dar um passo além e lançar-se no eterno de Deus". Como retornaram à vida, tais pessoas trazem uma experiência de paz, que os cristão reconhecem como um caminho para a sua fonte, que é Deus.
O comportamento dessas pessoas perante a vida, depois de terem passado por tal experiência não foi o mesmo. Ao perceberam que deste mundo nada poderão levar, mudaram o rumo de suas vidas.
Testemunho do Autor: Dou testemunho destas coisas, pois quando tinha apenas 8 anos de idade estávamos em romaria com meus pais a Aparecida do Norte em visita a nossa padroeira em uma escursão.
Paramos na estrada para almoçar junto de um lago, meus pais com as outras pessoa fizeram um piquenique junto a um lago muito arborizado e como estava muito calor, meus pais me colocaram junto de umas crianças que brincavam no lago na beira do mesmo. Em um momento eu via pessoas atravessando para o outro lado e como criança curiosa fui para aquele lado do lago e me distanciei por um instante das crianças que brincavam comigo, quando atravessava para o outro lado do lago, caí em um rodamoinho dentro do lago e fiquei submerso por um tempo.
Neste tempo em que estava submerso eu vi por pouco tempo o fundo do lago e tudo girando ao meu derredor, numa fração de segundos minha vida começou a passar em frente a meus olhos, como se eu estivesse vendo um filme, nada sentia, nem sequer dor ou aflição.
Bem, posso dizer que este filme não teve um fim pois estou aqui para contar.
O que aconteceu do lado de fora foi que uma das crianças que brincava comigo na beira do lago viu quando eu afundei na água e não retornei e logo saiu correndo e foi falar a seu pai que veio correndo ao meu socorro. Como eu estava submerso, a única coisa que me localizava foi um pouco de meu cabelo que ficou de fora da agua, por onde ele me agarrou e me trouxe para fora do lago. Fez respiração boca a boca, até eu me reanimar novamente.
Dou Graças a Deus e a Maria Santíssima por meu socorro e também pela vida destas duas pessoas que foram instrumentos de Deus para me salvar.
Com certeza Maria estava intercedendo por mim naquele dia.
Sidnei Nogueira
Dr. Raymond Moody Jr. - Editora Nórdica
Revista: Terço Bizantino