A ressurreição dos mortos segundo Judeus e Cristãos
Um dogma da Fé Cristã e da Judaica é a crença de que aqueles que morreram serão novamente trazidos à vida.
De fato, "a Vivificação dos Mortos" ( no Cristianismo "Arrebatamento" e no Judaismo "Techiat Hametim" ), é um dos princípios cardeais da fé, ou "alicerces, do Cristianismo e do Judaísmo".
De forma que de todos tenham conhecimento que também o povo Judeu (de Israel) crê na ressurreição dos mortos e não em reencarnação.
Embora sua fé ainda esteja na dependência da vinda do "messias", que em nosso caso Cristão, sabemos que já ocorreu quando o Filho de Deus veio ao mundo, e já estamos aguardo seu retorno, ou seja a sua segunda vinda agora para nos libertar.
E Ele vem!
Acreditamos que acima de qualquer conceito humano prevalecem os ensinamentos de Deus, que o espírito é superior à tudo.
Isso quer dizer, portanto, que a alma é eterna e invencível, ao passo que o receptáculo físico, o corpo, é finito, temporal e destinado ao pó.
Isto positivamente é raciocínio teológico padrão para ambos: Cristãos e Judeus.
Mesmo assim o princípio da Vivificação dos mortos é contrário a este argumento.
Pois, se o corpo nada mais é que um recipiente temporário e falho para a alma, por que recompô-lo.
Em nosso caso cristão, sabemos que o corpo ressuscitado dos mortos já não é mais o mesmo, pois é transformado por Deus em "Corpo Glorioso".
Jesus demonstrou isto aparecendo aos seus discípulos no cenáculo e em muitas outras ocasiões depois.
A futura reunião do corpo e da alma é crucial à realização de outro dos Treze Alicerces, segundo o Judaismo, o principio de "Recompensa e Punição".
Na palavra dos Sábios do judaísmo, "Deus não priva nenhuma criatura do que lhe é devido". Não há pontas soltas na criação de Deus: ao final, todo o bem deve ser recompensado, todo o negativo deve ser corrigido.
No cristianismo também devemos seguir o caminho do bem, deixando o velho homem com suas concupiscências para traz e procurando a santidade dia a dia, para daí recebermos as graças de nossas boas obras, ainda neste mundo e no vindouro.
Portanto, como a vida é um empreendimento no conjunto do corpo e da alma, estes serão reunidos para experimentar os resultados de suas falhas (pecado) e conquistas (santidade).
Uma analogia na Talmud judia ilustra este ponto: O Aleijado e o cego
Houve certa vez um rei que nomeou dois deficientes para guardar em seu pomar.
Um era cego e o outro aleijado. Os dois conspiravam para roubar o amo: o aleijado subiu nos ombros do cego e dirigiu-o às frutas.
Quando o rei os confrontou, o cego disse: "Como roubaria se não posso ver?" Enquanto que o guarda aleijado argumentou: "como eu poderia ter pegado, se não alcanço as frutas?" Portanto, o rei colocou o aleijado sobre os ombros do cego e julgou-os como se fossem um só.
Essa é a história do homem na vida. neste mundo material, o corpo físico do homem é apto de corpo, mas cego. Possui todas as ferramentas necessárias para cumprir o propósito de sua criação - tudo, exceto a visão para usar estas ferramentas da maneira apropriada.
A visão só vem com os ensinamentos que Deus desde a criação vem dando aos homens, sua criação antes para seu povo hebreu e depois a nós antigos pagãos e hoje Cristãos, por graça da vinda de nosso Senhor e de sua nova aliança com os homens.
Os desejos egoísticos e animalescos do pecado (original) e corpo (carne) distorcem suas prioridades e nubla sua preocupação da verdade.
A visão para distinguir o certo do errado deve ser proveniente da alma, e dos ensinamentos, a centelha de divindade dentro do homem (Espírito Santo) que nunca perde de vista o Criador e seu propósito. Mesmo assim a alma é incapaz por si mesma. para cumprir sua missão na terra, precisa de mente, coração, mãos e pés para lidar com a realidade física. Apenas quando corpo e alma combinam-se e se integram para formar a entidade chamada de "ser humano", podem eles vigiar e desenvolver o "pomar" que lhes foi confiado conforme os planos de seu Amo.
Neste mundo imperfeito e obscuro, ainda não podemos contemplar e apreciar os frutos de nosso trabalho e intelecto mesquinho. Mas na ressurreição dos mortos em caminho para a Nova Jerusalem Celeste, no paraíso prometido onde nossos corpos não terão mais as marcas do seu pecado em si, e como Deus não privará nenhuma criatura do que lhe é devido, "todos os elementos estarão envolvidos no cumprimento de seu objetivo desde a criação do homem, para que em nossos corpos gloriosos a sua criação de um mundo perfeito seja completa como diz as escrituras : " Um novo Céu e uma nova Terra ".
Tudo isso, entretanto apenas explica por que a Ressurreição deve acontecer em algum momento futuro.
Mesmo assim, porque é um princípio básico da Fé Cristã e Judaica.
A Torá (equivalente a bíblia dos cristãos) dos Judeus, inclui milhares de crenças, práticas e idéias; destas apenas treze merecem a designação de "fundação," sugerindo que é sobre elas que repousa todo o corpo do Judaísmo - que sem qualquer uma delas, haveria alguma coisa faltando em tudo que um judeu acredita e faz.
Para entender toda a centralidade da Ressurreição para todo o judaísmo devemos primeiro examinar as opiniões de dois grandes pensadores judeus, Maimônides (Rabi Moshê Bem Maimon, 1135-1204) e Nachamânides (Rabi Moshê bem Nachaman, 1194-1270), sobre o que constitui a suprema realização do propósito de Deus na criação (Rabi é o equivalente a um Padre cristão).
Segundo os judeus a forma geral, a totalidade da existência está dividida em três períodos: A- Nossa realidade atual (olam Hazê). Caminho de santidade que andamos para alcançar a salvação após nossa conversão.B- A Era de Mashiach (Yemot Hamashiach). A Segunda vinda de Cristo ao Mundo.C- O Mundo Vindouro (Olam Habá). Para nós cristãos o Céu (o Paraíso, a Nova Jerusalem aqui na Terra).Nosso mundo atual é cenário de um conflito cotidiano entre o bem e o mal. E como acontece em todo conflito, há altos e baixos - épocas quando o animal dentro do homem extrai dele o melhor, e épocas nas quais sua bondade inerente triunfa. Portanto, o nosso é um mundo que permite a existência da ganância, ódio e sofrimento. Embora Deus tenha criado o mundo e o homem para refletir sua infinita bondade e perfeição, também ocultou-o com um véu corpóreo que foi corrompido pelo pecado - este véu que esconde e distorce sua verdadeira natureza, dando ao homem a liberdade de escolher entre o bem e o mal. Assim, o homem tanto pode trabalhar para trazer à luz o bem inerente a si mesmo e ao mundo, ou pode agir para intensificar a ilusão do mal.
Entretanto, toda nossa vitória cristã depende de nascer de novo pelo Espírito Santo e não como eles acreditam que ao passo de suas ações negativas que são apenas temporárias e distorções superficiais da verdade.
Por isso eles acreditam que a atual vida terminará por resultar na segunda fase da existência, a vida livre de conflitos da Era Mashiach.
Concluindo, os judeus acreditam que a vinda do messiah vai os ensinar a construir a vida nova sem pecado.
Este véu representa todos que ainda não aceitaram Jesus como Seu Salvador pessoal em consequência do pecado original que necessita de arrependimento e conversão de propósitos.A Era de mashiach segundo crêem, não é um mundo sobrenatural; é o mesmo mundo que conhecemos hoje - sem corrupção da natureza humana. O homem terá dominado o egoísmo e os preconceitos; um mundo comunitário devotará suas energias e recursos ao bem, e à busca por contínuo crescimento em sabedoria e perfeição.
Esta nova era de Maschiach para eles representa a conquista pelo homem no pico de seu potencial natural é para nós cristãos preludio da vinda do Anticiristo com seu pretenço reinado de um mundo novo de paz e segurança.Portanto um mundo naturalmente não pode ser considerado como refletindo verdadeiramente a perfeição do Criador.
A morte, por exemplo, é um fenômeno dos mais naturais, um fenômeno conectado com a natureza finita e transitória do físico e a realidade infinita e eterna de Deus.
De fato, o mundo como Deus criou inicialmente era livre da morte e da dissolução, causadas pelo primeiro pecado do homem (Adão e Eva). Portanto há muito na própria natureza que é uma forma sutil de "mal" e parte do véu que obscurece a verdade Divina.Hoje, nossas vidas estão completamente envolvidas em combater o negativo: alimentar os famintos, esclarecer os ignorantes e trazer paz às facções em guerra.
Esta e a substância do debate entre Maimônides e Nachmânides.
Maimônides é da opinião que a suprema utopia é um mundo de total espiritualidade. "No mundo vindouro, escreve ele, não há formas físicas ou corpos - apenas almas... Portanto, não há o beber e o comer, ou nenhuma das coisas que os corpos necessitem no mundo atual. como também não acontecerão os eventos que ocorrem com os corpos no mundo atual...(almas) apreciarão a radiância da Divina Presença - conhecerão e compreenderão a verdade Divina, que não pode ser conhecida enquanto no corpo. Esta é uma vida sem morte, pois é apenas uma ocorrência do corpo... Esta é a recompensa da qual não há maior recompensa, e o bem do qual não há bem maior.
Esta visão do pensador judeu é comparada com aqueles cristãos que acreditam que vão viver no Céu eternamente.Onde e com a Vivificação dos mortos figura nisso tudo? como explica Maimônides?Segundo sua carta sobre a Vivificação dos Mortos, a reunião dos corpos e almas de todos que viveram durante as gerações de nosso mundo, atualmente é uma parte importante da Era Messiânica, quando toda criação, incluindo seus elementos físicos, atingirão a definitiva perfeição. Mas isto será apenas o definitivo deles - não o definitivo.
Os mortos serão revividos para um vida perfeita - tão perfeita como uma finitamente física pode ser. Porém esta vida também estará sujeita à natureza dissolutiva de toda perfeição espiritual do Mundo Vindouro.Nachamânides discorda segundo ele a realização definitiva da criação de Deus não é um mundo espiritual de almas, mas um mundo no qual espírito e matéria juntos expressam a perfeição de seu Criador - uma perfeição que é tanto toda transcendente e toda abrangente. Segundo ele, a ressurreição dos mortos levará à vida física eterna, e introduzirá o Mundo Vindouro - um mundo povoado por almas revestidas de corpos físicos.
Este pensador judeu é o que mais se aproxima da verdade Cristã, pois sabemos que num abrir e fechar de olhos seremos transformados e arrebatados ao Céu junto de Deus e depois de suas bodas habitaremos a Nova Terra onde Deus habitará em nosso meio como descrito por São João no Apocalipse, e teremos corpos gloriosos sem pecado e comeremos da árvore da vida que está no meio da Nova Jerusalem para ficarmos puros e santos. Amém.De fato, eles acham que este é o propósito da totalidade da criação de Deus: que o homem, dominando uma existência física, supere as imperfeições do material e traga à luz sua verdadeira natureza e função.
Infelizmente sabemos que isto não corresponde a VERDADE.
Como no tempo de Jesus Cristo eles ainda estão com os olhos e os ouvidos tampados pelo pecado e esperam que a vinda do messias os tirem da tirania Romana que os oprime ainda nos dias de hoje. Esperam que Ele venha mudar este mundo corrompido pelo pecado dos homens, os ensinamentos de Deus não são claros ainda, que para nós Cristãos, o Salvador revelou-nos Toda a VERDADE, e nos abriu os olhos da alma, nos dando Vida Nova primeiro na: "Paixão de Cristo e sua Ressurreição, no Novo Nascimento pelo Espírito Santo" e depois enterrando ou transformando este velho corpo para "Ressuscitar Glorioso" , como Cristo nosso maior exemplo nos mostrou como será a ressurreição dos mortos.
Grande amor para todos, paz e bem.
Aqueles que nascem estão destinados a morrer, e aqueles que morrem estão destinados a viver em "Cristo Jesus".
Orai e vigiai ( 1 Corintios 15, 51-58)
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