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Vigília pascal para os filhos de Israel

Estamos vivendo nesta Páscoa o cume de nossa fé cristã, onde aquardamos nesta comemoração a vinda daquele que ressuscitou dos mortos pelo graça e poder de Javé.
A Igreja vive um momento hístorico onde o Espírito Santo vêm nos impulcionando a rezar pelos nossos irmãozinhos recem convertidos e pelas vocações em todo o mundo e pelos Judeus para que reencontrem em Cristo Ressuscitado o principe da Paz o caminho salvivico de sua "Nova e Eterna Aliança", para que juntos sejamos conduzidoz por Javé a "Nova Jerusalem Celeste".
Nesta noite de vigília onde aguardamos o retorno do nosso Bom Pastor como de costume nestes séculos recordamos com maior amor os Evangelhos da Salvação.

HOMILIA DO SANTO PADRE JOÃO PAULO II

Sábado Santo, 10 de abril de 2004 1. "Essa noite [...] será de vigia para todos os filhos de Israel, de geração em geração, em honra do Senhor" (Ex 12,42).
Celebramos nesta noite santa a Vigília Pascal, a primeira, melhor, "a mãe" de todas as vigílias do ano litúrgico. Nela, como canta repetidamente o Precónio, volta-se a percorrer o caminho da humanidade, desde a criação até o acontecimento culminante da salvação, que é a morte e a ressurreição de Cristo.
A luz d'Aquele que "ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram" (1 Cor 15,20) torna "clara como o dia" (cf. Sal 139 [138], 12) esta noite memorável, considerada justamente o "coração" do ano litúrgico. Nesta noite, a Igreja inteira vigia e torna a percorrer, meditando, as etapas significativas da intervenção salvífica de Deus no universo.

2. "Uma noite de vigia em honra do Senhor". Duplo é o significado da solene Vigília Pascal, tão rica de símbolos acompanhados por uma extraordinária abundância de textos bíblicos. Por um lado ela é memória orante das mirabilia Dei, ao relembrar as páginas capitais da Sagrada Escritura, desde a criação ao sacrifício de Isaac, à passagem do Mar Vermelho, à promessa da nova Aliança.
Por outro lado, esta sugestiva vigília é expectativa confiante no pleno cumprimento das antigas promessas. A lembrança da obra de Deus culmina na ressurreição de Cristo e se projecta no acontecimento escatológico da parusia.
Vislumbramos assim, nesta noite pascoal, o amanhecer do dia que não tem mais ocaso, o dia de Cristo ressuscitado, que inaugura a vida nova, "os novos céus e a nova terra" (2 Pdr 3,13; cf. Is 65,17; 66,22; Ap 21,1).

3. Desde os seus inícios, a comunidade cristã situou a celebração do Baptismo no contexto da Vigília Pascal. Também aqui, nesta noite, alguns catecúmenos, mergulhados com Jesus na sua morte, com Ele ressuscitarão para a vida imortal. Deste modo renova-se o prodígio do misterioso renascimento espiritual, actuado pelo Espírito Santo, que incorpora os neo-baptizados no povo da nova e definitiva Aliança sancionada pela morte e ressurreição de Cristo.
A cada um de vós, caros Irmãos e Irmãs que estais para receber os sacramentos da iniciação cristã, dirijo com afecto uma particular saudação. Vós provindes da Itália, do Togo e do Japão: a vossa origem manifesta a universalidade da chamada à salvação e a gratuidade do dom da fé. Convosco, saúdo os vossos parentes, amigos e os que cuidaram da vossa preparação.
Graças ao Baptismo iniciareis a fazer parte da Igreja, que é um grande povo peregrino, sem limites de raça, língua e cultura; um povo chamado à fé a partir de Abraão e destinado a tornar-se uma bênção no meio de todas as nações da terra (cf. Gn 12,1-3). Sede fiéis Àquele que vos escolheu e confiai-Lhe, com generoso empenho, toda a vossa existência.

4. Juntamente com os que dentro de pouco serão baptizados, a liturgia convida a todos nós aqui presentes a renovar as promessas do nosso Baptismo. A nós o Senhor pede para Lhe renovar a expressão da nossa plena docilidade e total dedicação ao serviço do seu Evangelho.
Caríssimos Irmãos e Irmãs! Se às vezes esta missão vos aparecer difícil, recordai as palavras do Ressuscitado: "Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo" (Mt 28,20). Assim, na certeza da sua presença, não temereis qualquer dificuldade nem obstáculo. A sua Palavra vos iluminará; o seu Corpo e o seu Sangue servirão de alimento e amparo no caminho quotidiano para a eternidade.
Ao lado de cada um de vós permanecerá sempre Maria, como esteve presente entre os Apóstolos amedrontados e desconcertados na hora da prova. E, com a sua fé, Ela vos indicará, para além da noite do mundo, a aurora gloriosa da ressurreição. Amem.


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