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Espírito Santo
 
 
" Maria e o espírito santo " História


“Não vos embriagueis com vinho, que é uma fonte de devassidão, mas enchei-vos do Espírito.”
(Efésios 5, 18)

São Paulo fala aqui do vinho do mundo, que embriaga e entorpece as consciências. O mundo tem um príncipe, que um dia será vencido e, que tem destilado o seu vinho e o distribuído em toda parte.
Nós cristãos não podemos nos permitir esta embriagues. Por isso, precisamos muito da luz, da lucidez do Espírito do Senhor.
Jesus veio realizar sua missão. Veio curar, veio libertar, veio salvar e veio principalmente para poder nos dar seu Espírito, pois, é somente no Espírito Santo que o reconhecemos e somos convencidos do pecado (cf. João 16, 5-15).
João Batista nos revela esta missão de Jesus: “Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.” (Lucas 3, 16).

D. Cláudio Hummes - Arcebispo Metropolitano de S. Paulo - disse no Ano do Espírito Santo: “Eu desejaria incutir profundamente em cada padre de nossa querida Arquidiocese, em cada leigo e leiga, em cada religioso e religiosa, quanto deveria ser nosso empenho em não perder esta hora da graça, este “kairós”, da passagem do milênio e especialmente agora, em 1998, a importância de abrir-nos ao Espírito Santo.” (fonte: jornal “O São Paulo” de 15/07/1998).
No mesmo ano, o Papa João Paulo II dizia: “Hoje, a Igreja alegra-se ao constatar o renovado cumprimento das palavras do profeta Joel, Que há pouco escutamos: ‘Derramarei o Meu Espírito sobre toda criatura...’ (Atos 2, 17). Vós aqui presentes sois a prova palpável desta ‘efusão’ do Espírito... quero bradar: Abri-vos com docilidade aos dons do Espírito!” (discurso do Papa na vigília de Pentecostes no Encontro do Santo Padre com os Movimentos Eclesiais e as Novas Comunidades - 30/05/1998 - fonte “L’osservatore Romano” - edição nº 23 em português - de 06/06/1998).
Esta veemência e insistência de nossos pastores tem um profundo significado: sem o Espírito Santo a Igreja e aqueles que pertencem a ela não caminham e não cumprem sua missão!

Vou, mais uma vez, indicar o caminho mais seguro, eficaz e agradável ao Senhor. Maria foi uma pessoa cheia do Espírito Santo.
Vejamos: “Entrando o anjo, disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo... Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus...O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo de envolverá com a sua sombra.” (Lucas 1, 28.30.35).
Estas foram palavras de Deus, através do anjo Gabriel, acerca de Maria.
Maria cheia, plena, transbordante do Espírito Santo, vai à casa de sua prima Isabel; e lá acontece uma maravilha atrás da outra: “Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?” (Lucas 1, 39-43).
Veja que fato maravilhoso, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, João Batista estremeceu de alegria, ficou cheio do Espírito Santo, Isabel ficou cheia do Espírito Santo, penso que também, Zacarias e aquela casa, aquela família ficaram cheios do Espírito Santo.
Maria que levava Jesus em seu ventre, foi portadora, canal, pelo qual o Espírito Santo foi derramado, apenas com sua presença. Quando Ela chega, Jesus chega com Ela e o Espírito Santo é derramado em abundância, não em pouca quantidade, mas em abundância, até que todos fiquem cheios do Espírito Santo.  “Enchei-vos do Espírito.” (Efésios 5, 18). Esta é a vontade de Deus de que Maria é portadora.

Às vésperas de Pentecostes, 33 anos mais tarde, veremos Maria cumprindo a mesma missão no Cenáculo, confira: “Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas, Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele....Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceram-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que se repartiam e repousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo...” (Atos 1, 14; 2, 1-4).

A verdadeira Igreja, Católica Apostólica Romana, fundada por Jesus Cristo, nasce neste dia de Pentecostes, nasce do derramamento do Espírito Santo; nasce sob o olhar, a oração e assistência de Maria. Com Maria a Igreja nasce e caminha; olhando para Maria a Igreja se contempla como deveria e como deverá ser, conforme nos ensina João Paulo II: “O Concílio sublinha que a Mãe de Deus já é a realização escatológica da Igreja: ‘na Santíssima virgem ela já atingiu a perfeição sem mancha nem ruga que lhe é própria (cf. Efésios 5, 27)’ - e, simultaneamente, que ‘os fiéis ainda têm de envidar esforços para debelar o pecado e crescer na santidade; e, por isso, eles levantam os olhos para Maria, que brilha como modelo de virtudes sobre toda a comunidade dos eleitos’.” E, “É para Maria que a Igreja, da qual ela é Mãe e modelo, deve olhar, a fim de compreender na sua integralidade o sentido da própria missão.” (Carta Encíclica Redemptoris Mater, 6 e 37).

Os apóstolos e discípulos, após a ascensão de Jesus, ficam como que desnorteados, quer dizer, sem rumo, sem saber exatamente o que fazer. Incertezas, ameaças, perseguição. Maria, pela sua fé, foi o norte dos apóstolos, foi quem indicou o rumo certo, aguardar confiante o cumprimento da promessa feita por Jesus: “E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem aí o cumprimento da promessa de seu Pai...” (Atos 1, 4).
Quando você vê uma pessoa cheia de Deus, cheia do Espírito Santo, você quer imitá-la, quer seguir o mesmo caminho; foi o que aconteceu em Pentecostes. Maria nesta época deveria Ter aproximadamente 45 anos. E, não eram apenas 45 anos de uma vida comum; mas 45 anos de uma vida cheia do Espírito Santo. Ninguém mais do que Ela, naquela aparente ausência de Jesus, para animar a Igreja nascente a seguir pelo mesmo caminho.
E não deu outra: “Ficaram todos cheios do Espírito Santo”.   Aleluia! Certa vez, em Medjugorge (antiga Iuguslávia) - onde Nossa Senhora aparece para alguns jovens - ela disse: “Vocês se enganam, pedindo apenas graças materiais. Esquecem de pedir o mais importante. Quem tem o Espírito Santo tem tudo.” Seguindo este conselho de Nossa Mãe nós nunca perderíamos o rumo, o norte de nossa vida .
São Luiz Maria de Montfort, diz no seu “Tratado”, que o Espírito Santo, sendo o esposo divino de Maria, que a ama muito, quando vê em uma alma, em um coração, como que, a figura de Maria reproduzida através de uma verdadeira devoção e um verdadeiro amor filial, é nesta alma que Ele vem com maior força e abundância, derramando seus dons e carismas e agindo nesta pessoa com suas graças.
Acolhamos com fé e amor Maria em nosso coração e rezemos com o Papa João Paulo II, que diz:
“QUE MARIA OBTENHA UMA ABUNDANTE EFUSÃO DO ESPÍRITO SANTO SOBRE NÓS.”

(Extraído do livro “Com Maria a caminho da Nova Plenitude” de Italo Fasanella - Edições Loyola)


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