"Eu vim trazer fogo a terra, e como gostaria que já estivese aceso!"
(Lc 12,49)
No antigo testamento, o fogo simboliza a Palavra de Deus e o juízo divino que purifica o seu povo. Assim é a Palavra de Jesus: ela constrói, ao mesmo tempo, destrói o que não tem consistência, o que é vaidade e deixa somente a verdade.
João Batista dissera a respeito de Jesus: "Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo" (Mt 3,11).
Portanto, é esta a missão de Jesus: lançar fogo sobre a terra, trazer o Espírito Santo com a sua força renovadora e purificadora.
A missão de Jesus é minha, sua, da RCC e de toda a Igreja.
Por meio dos grupos de Oração, podemos realizar as maravilhas que Jesus realizou e experimentar em nós os seus milagres.
Gostaria muito que meditássemos o trecho bíblico que está em II Reis 2,1-8, porque ele aponta quatro lugares pelos quais devemos passar, para alcançarmos a porção dobrada do Espírito Santo:
Sair da Gálgala: é sair da vida de pecado, das vontades próprias, da falta de oração e da desobediência.
Só assim Deus poderá agir em nós!
Livres do pecado, estamos abertos à graça de Deus.
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Ir para Betel: ir à "Casa de Deus", ter intimidade com Deus, vida de oração, eucarestia diária, freqüência ao sacramento da reconciliação e gosto pela santidade.
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Passar por Jericó: este é o local onde se trava a batalha, que não è uma batalha qualquer, mas uma batalha espiritual. Não mais contra homens de carne, e sim contra os principados e potestades malignos que pairam nos ares: os "espíritos imundos". Só seremos vencedores, se tivermos saído de Gálgala e ido à Betel, pois é neste caminho que encontramos as ferramentas e o sustento para a batalha.
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Por fim, chegar ao Jordão: chegar ao lugar onde há humilhação, porque depois da cruz é que recebemos a plenitude do Espírito Santo.
Se rejeitamos a cruz, dificilmente encontraremos a Deus. A cruz, aos olhos do mundo, é fraqueza, é pecado, é castigo...É, à primeira vista, o contrário de Deus nos mostra quem é Deus: "Deus é Amor"
(IJo 4,8-16).
O Espírito Santo age em nós derramando o amor. O amor é como fogo, o importante é que permaneça aceso e, para que isso aconteça, é preciso queimar sempre alguma coisa, a começar pelo nosso "eu" egoísta.
Um fogo acesso, ainda que pequeno, se alimentando, pode tornar-se um grande incêndio. Aquele incêndio de amor, de paz, de fraternidade universal que Jesus trouxe a terra.
Paz e bem!
Ironi Spuldaro
Coord. Nac. Comissão Finanças RCC
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